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A mostrar mensagens de 2015

Wilde, Nietzsche e Pixies

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"E se a vida for, como certamente é, um problema para mim, também eu serei decerto um problema para a Vida." Oscar Wilde (in: De Profundis) Para alguns é isto. Um esforço contínuo de construção que se revela inglório. Tenta-se desenhar a vida, lutar por objectivos, por uns momentos tudo parece andar, apenas para se constatar, mais uma vez, que afinal não. Auto-sabotagem. Falta de força de vontade. Tantos nomes podemos dar, frentes para explicações e julgamentos. Não se faz de propósito, acontece. Vem o ano novo e desejamos diferente. Desejamos. Será? Daremos espaço ao desejo? Teremos a tenacidade de o transformar em acção? Desejo sem acção será desejo? Ou ilusão? O sonho só comanda a vida se acordarmos para a viver. Como se sai do círculo? "Sofrer é um momento muito prolongado. Não podemos dividi-lo por estações. […] Para nós o tempo não progride. Ele gira. Parece circular em torno de um centro de dor." Oscar Wilde (in: De Profundis) Girar em tor
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Desejo um feliz Natal a todos. Desejo um feliz dia a seguir ao Natal. E o outro a seguir também. Desejo um feliz ano de 2016. E também de 2017. Desejo vidas felizes a todos, famílias e amigos felizes, países felizes. Desejo um planeta feliz. Desejo que cada um encontre o caminho que precisa para viver a vida como quer, como sente, e não como tem de ser ou como é suposto. Gente feliz é gente boa. Gente feliz não precisa de guerras a sério, brinca às guerras, joga, constrói, não mata. Gente feliz contribui para a felicidade dos outros. Gente em quem as cores de dentro condizem com as cores de fora, diz aos outros que podem viver a sua verdade também. Desejo verdade, relação, sorrisos sólidos, abraços grandes, encontros. Encontremo-nos.

Luas e gatos

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Olhei o céu e a lua fez-me lembrar o gato da Alice no País das Maravilhas.  Há sorrisos que nos ficam depois das pessoas se irem. Parece que se colam a nós e deixa-nos bem dispostos, quer queiramos quer não. Há quem apareça e desapareça de forma inesperada. Que desorganizador é... ora agora está, ou apenas uma parte... para aparecer na sua totalidade esmagadora no segundo a seguir e sumir-se deixando sua voz em eco.  Há quem nos interpele, nos faça perguntas estapafúrdias (como gosto desta palavra) e por isso mesmo nos deixe a pensar. O que será que quer de mim? Provavelmente nada. Está só a confundir-me. Mas talvez... talvez não seja tudo assim tão disparatado. Talvez haja grandes verdades sábias no meio do... e lá se foi... mas a interrogação ficou. Se não sei para onde vou, para que interessa a direcção ou o caminho? Alice caminha enquanto pensa.  Há momentos que nos levam repentinamente ao passado. A sala da vida de criança, o VHS e o filme da Alice, vez

O que seria da vida se tudo corresse como devia?

Chego 20 minutos antes da hora. Uma senhora abre a porta do prédio e eu subo ao 3º andar. O meu ex liga-me a dar-me os parabéns, ainda estou ao telefone quando saio do elevador. À porta da clínica, 3 pessoas. Assim que desligo, o homem pergunta "É a dra. Maria João?" Respondo que sim. "Nós vimos para si". "Ah, bom dia", respondo, "e ainda não chegou ninguém?" Constato o óbvio com a pergunta inútil. O casal, em pé ao pé da porta, é suposto trazer uma menina a quem vou fazer a avaliação, mas não a vejo. A outra mulher está sentada nas escadas. "Isto hoje está complicado", diz a mãe, "ela não queria vir. Desejo-lhe boa sorte hoje com ela. Do fundo do coração, boa sorte." Resolvo ligar a quem nos vem abrir a porta - está a caminho. A mulher das escadas pergunta se eu estava a falar com a sua psicóloga, digo que sim. "Ela deve se ter esquecido de mim". Digo rapidamente que não, que ela me disse ao telefone que ia ter uma

"O mundo real está mais psicopático que o virtual"

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Tela de Fernando Diniz, na mostra “Imagens do Inconsciente”, em Paris Encontrei esta frase no facebook, num grupo de título Depressão, onde deprimidos brasileiros partilham os seus sentimentos, experiências, vitórias e dificuldades. Falava-se de largar o facebook, de viver a vida real. Esta mulher, maquilhada e enfeitada, com um enorme sorriso na foto de perfil e um "Freedom" na foto de capa, fala de como a medicação a deixa lenta e de como não consegue seguir com rapidez as conversas dos outros. Diz que no mundo virtual ainda consegue encontrar gente com quem conversar, mas no mundo real ninguém "está muito a fim" de dar atenção a alguém. É verdade que é próprio da depressão ver o mundo mais negro, mais negativo, enfatizar o que é mau e o que nos desliga dos outros. Mas aquela frase teve impacto em mim - "O mundo real está mais psicopático que o virtual." Desde há anos que ando a contrapor quem se queixa que as pessoas já não comunicam porque a

Tolerância

to·le·rân·ci·a   substantivo feminino 1.  Condescendência   ou   indulgência   para   com   aquilo   que   não   se   quer   ou   não   se   pode   impedir . 2.  Boa   disposição   dos   que   ouvem   com   paciência   opiniões   opostas   às   suas . 3.  [ Medicina ]    Faculdade   ou   aptidão   que   o   organismo   dos   doentes   apresenta   para   suportar   certos   medicamentos . Tolerar, em português significa, e perdoem o tipo de português que usarei em seguida, ter de levar com as cenas que a gente não grama nem pintadas de ouro. Mas não podemos mudá-las, que era isso que a gente queria. Torná-las boas para nós. O que quer dizer que são más. Não podemos porque não conseguimos, ou porque fica mal. E ficar mal é mau também. to·le·rar   -  Conjugar verbo transitivo 1.  Sofrer   o   que   não   deveríamos   permitir   ou   o   que   não   nos   atrevemos   a   impedir . 2.  Consentir ;  permitir ;  deixar   passar . Por isso deixamos pass

Liberté, Egalité, Fraternité

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li·ber·da·de   ( latim   libertas ,  -atis ) substantivo feminino 1.  Direito   de   proceder   conforme   nos   pareça ,  contanto   que   esse   direito   não   vá   contra   o   direito   de   outrem . 2.  Condição   do   homem   ou   da   nação   que   goza   de   liberdade . 3.  Conjunto   das   ideias   liberais   ou   dos   direitos   garantidos   ao   cidadão . 4.  [Figurado]    Ousadia . 5.  Franqueza . 6.  Licença . 7.  Desassombro . 8.  Demasiada   familiaridade . i·gual·da·de   ( latim   aequalìtas ,  -atis ) substantivo feminino 1.  Qualidade   de   igual . 2.  Relação   entre   coisas   ou   pessoas   iguais . 3.  Correspondência   perfeita   entre   as   partes   de   um   todo . 4.  Organização   social   em   que   não   há   privilégios   de   classes . 5.  Equação . 6.  Sinal   aritmético   de   igualdade  (=). fra·ter·ni·da·de   substantivo feminino 1.  Parentesco   de   irmãos   ou   irmãs . 2.  União   fraternal .

Cry if you want to

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Imagem roubada do facebook da Melanie de Acantara Carreira Olhei para esta imagem e pensei: a quantidade de gente que pede desculpa por chorar, sentada no sofá à minha frente, no meu consultório. É realmente estranho que uma pessoa vá a um psicólogo e depois peça desculpa por chorar. Estarão a pedir desculpa a mim? São habitualmente as mulheres que choram. A caixa de kleenexs em cima da mesa raramente é usada - tiram lenços das malas, como se um pudor as impedisse de usar os lenços do outro e os conspurcar com o seu corrimento nasal. Talvez o mesmo pudor as faça guardar os lenços sujos, não os deitam no caixote. Como quem guarda as suas dores. Talvez seja a dignidade se responsabilizar pelas suas dores. Ou o medo de as entregar a outro. Ou a vergonha de não as conter, estoicamente, como acham que seria suposto. O ranho feito humanidade meia suja, tão verdade que não se pode deixar por aí.  Habitualmente, são as mães que procuram ajuda para os filhos, as que mais choram. Vêem

Máscaras

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Imagem roubada do facebook da Catarina Cardoso. Será depressão ou adaptação? Será vergonha ou salvaguarda da intimidade? Hipocrisia? Mecanismo de defesa? Falsidade? Mentira? É coisa dos outros ou de todos nós? Tenho vindo a perceber que as pessoas-verdade são fáceis de identificar. Essas são diferentes das outras todas que fazem um esforço maior ou menor para viver todos os dias à vista do mundo. Acho que a maioria de nós é assim mais ou menos. As nossas máscaras são mais ou menos transparentes. Escolhemos onde podemos mostrar mais, onde temos de "ser" alguma coisa, avaliamos o que esperam de nós. As pessoas-verdade não. São aquilo e pronto. Não estou a falar das pessoas honesto-agressivas, as que dizem o que pensam na cara, porque são muito directas, com grande orgulho empunhado tal revólver. As pessoas-verdade não agridem. Podem também não agradar, mas habitualmente não criam anti-corpos. Porque tenho para mim que não sou a única a identificar as pessoas-verdade

estranhasbrincadeiras II

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Pedro and Rita, de Kerry Evans O Halloween parece que chegou a Portugal e veio para ficar. Os miúdos mascaram-se, há festas temáticas, o tema surge em todo o lado. E o tema é a morte. Mas a morte brincada, não a real dos funerais, mas a da fantasia, dos fantasmas e bruxas, da magia, da diversão. Podemos divertir-nos à volta da morte? Parece que sim. Que ideia mais estranha. Não é a morte o que todos tememos? Será o tema o medo? O que fazemos aos medos? Um pai inventava histórias para o seu filho antes dele adormecer, histórias com monstros. O filho pedia sempre histórias mais assustadoras. O pai perguntava: como é que ele não tem pesadelos? Porque os medos dos pesadelos estavam envoltos na segurança da relação com o pai e na fantasia das histórias partilhadas. Porque brincavam. Como os contos de fadas, cheios de violência, que sobrevivem aos tempos e ainda se contam às crianças - o lobo mau, a rainha má, os feitiços, as mortes. As crianças não costumam ter pesadelos com as hi

estranhasbrincadeiras I

- pum pum, estás morto! - ahhh, morri! e agora sou um fantasma e vou atrás de ti uuuuu - não estamos a brincar aos fantasmas, eu sou o polícia e matei-te, pum pum, vá, morre - arrghhh, morri! e transformei-me num zombie! e vou comer-te! - oh mãe, ele não morre! - ai que brincadeira tonta, vão lá brincar a outra coisa - mas é halloween, eu quero ser um vampiro, e vou morder-te o pescoço mãe, e ficas vampira como eu - vão mas é tomar banho que estou a acabar o jantar - mas nós estamos a brincar aos polícias e ladrões! vá, morre, pum pum - daqui a bocado fico uma bruxa e transformo-vos aos dois em sapos, e depois têm de esperar por duas princesas lindas para vos dar beijinhos e voltarem a ser príncipes - blharg, não quero beijinhos, quero ser um sapo! o pai não vem jantar? - está quase a chegar - quando o pai chegar ele vai ser o polícia e vai te matar - não, ele vai ser um zombie vampiro fantasma como eu e nós nunca morremos! - não, sou um gigante esfomeado que se não

Smother

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Smother by Daughter (with lyrics) Porque há quem não possa amar, porque amar é despir e despir é sentir e sentir é querer tudo o que lhes faltou. Abafam. Querem tudo, pedem, exigem, sofrem com a perda de não obter o que é impossível de ser dado por outro. Outro que também quer, mas que se esgota no infinito buraco negro de necessidade de quem não foi saciado e parece nunca poder ser. E a coisa repete-se. As relações falham, a solidão pesa, a falta de esperança instala-se. Talvez fosse melhor nunca ter saído da barriga da mãe, onde a fantasia da dádiva, do envolvimento protector, da simbiose criadora, ainda pode existir. Para alguns, é preciso fazer-se nascer e alimentar-se a si próprio, é preciso reinventar a barriga da mãe para ao mesmo tempo sair dela e a carregar dentro de si. Para que as relações sejam prazer e não desespero, para que os filhos se tornem eles e não o alimento da mãe, para que não seja preciso ir embora de fininho. Para cantar outra canção. Im wast

estranhosespelhos

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É invevitável. Encontramo-nos nos outros.

Aldeia

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" Les Vessenots  à  Auvers"  de  Vincent van Gogh Precisamos de voltar à aldeia.  Fiz um trabalho durante o mestrado sobre crianças com pais separados. Tanto a ciência como a sabedoria popular sabem como o divórcio é uma coisa má, principalmente para as crianças. Alguns até louvam os bons velhos tempos em que as famílias não se separavam, em que eram o pilar da sociedade, pilar tão ligado à igreja e à ditadura como à vontade das massas. A vida era assim. E pronto. Fim de história. Falamos mal das pessoas "de hoje em dia" que se separam por dá cá aquela palha, que não se esforçam para que as coisas resultem, dos jovens que só querem facilidades e prazeres imediatos, antigamente é que a vida era dura.  E um dia, há uns anos, encontrei o oásis no deserto, em forma de artigo numa revista Cais, sobre como a família não só não está em crise como está melhor que nunca. Porque as "pessoas de hoje em dia" procuram realmente a felicidade, as relações

SPC - VO

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Psicologia para a comunidade* O Serviço de Psicologia para a Comunidade da Voz do Operário abriu portas em Junho. Desde então estamos a fazer um trabalho intensivo de contacto com as organizações locais nas duas áreas geográficas de Lisboa onde a Voz do Operário se encontra e onde funciona o serviço – Graça e Ajuda/Alcântara. Temos sido bem recebidos por todos. O bom nome da Voz do Operário precede-nos e sente-se a confiança que os técnicos têm na nossa instituição, comprovada pelos utentes que já começaram a chegar. Algo tem sido constante nestes contactos – todos os técnicos falam das dificuldades sentidas em termos de sítios para onde encaminhar pessoas que não têm rendimentos para pagar consultas de psicologia no privado, dado que o Serviço Nacional de Saúde não dá a resposta necessária e suficiente. Os próprios psicólogos dos Centros de Saúde procuram respostas para onde enviar pessoas que precisam de acompanhamentos sistemáticos e prolongados. É um sinal evidente do e

estranhaspolíticas

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A Ordem dos Psicólogos Portugueses olhou para a realidade e constatou: existem 601 psicólogos no Serviço Nacional de Saúde. Segundo as recomendações internacionais devia existir um psicólogo por cada 5000 habitantes. Feitas as contas, faltam cerca de 1600 psicólogos nos hospitais e centros de saúde. A situação é grave, considerando que Portugal é dos países com maiores taxas de doença mental, nomeadamente ansiedade e depressão.  Estes são os factos. Quais as opiniões? Tristemente ainda prevalece uma certa ideia de que isso da psicologia é uma coisa "inventada", que antigamente não precisávamos disso para nada, que aquilo a que chamamos bullying e déficit de atenção são as coisas normais que as crianças de antigamente faziam e ninguém se preocupava. Que para essa coisa da ansiedade basta relaxar e para a da depressão uns copos ajudam. Concordo. Sempre existiu gente infeliz e com problemas. Concordo que actualmente damos importância a coisas que antigamente ningué

Repetição

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A doença é a repetição. Não a rotina tranquilizadora. A repetição do que nos prende e faz mal. Saber o resultado e não conseguir mudar. Ficar em esquemas de funcionamento conhecidos, familiares, que eventualmente servem algum propósito muitas vezes inconsciente, necessário, mas também maléfico. Algumas destas situações são visíveis aos olhos dos outros e do próprio. O pai da Antónia era violento com a mãe. Antónia junta-se com um homem abusivo. O Fernando continua a juntar-se com companheiras que acabam por ficar dependentes dele para tudo e quando isso acontece ele perde o interesse. A Joana mantém o mesmo emprego que odeia, diz que não tem mais hipóteses, não procura ofertas de emprego, queixa-se do trabalho o tempo todo. O Francisco já tentou entrar naquele curso duas vezes. Quer mesmo fazer aquele curso, mas no tempo em que devia estar a estudar para os exames, tem sempre muito que fazer. Desta vez será diferente? No dia mundial da saúde mental, há que l

Fulfillment center

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Imagem de  Pedro Barateiro. Palmeiras Bravas/The Current Situation  http://pt.museuberardo.pt/exposicoes/pedro-barateiro-palmeiras-bravasthe-current-situation Deparei-me com estas obras de Pedro Barateiro no CCB e tiveram grande impacto em mim. Não sou de andar de telemóvel em riste a fotografar tudo, mas estas queria trazer comigo. Eram vários quadros, com o mesmo título e rabiscos diferentes. Na altura não pensei muito sobre porque estas obras me atraíram tanto. Nem quando resolvi utilizar esta imagem no meu site. Mas teria de chegar a hora, depois de sentir, para pensar e escrever. fulfilment   noun   [ U ]   (STH YOU DO) C2   the ​ fact  of doing something that is ​ necessary  or something that someone has ​ wanted  or ​ promised  to do fulfilment   noun   [ U ]   (FEELING) C2   a ​ feeling  of ​ pleasure  because you are getting what you ​ want  from ​ life http://dictionary.cambridge.org/dictionary/english/fulfilment Este foi o significado que dei à